segunda-feira, 6 de julho de 2015

Capítulo 94





Acordei com meu celular tocando. Era o Luan.
- Oi, amor!
- Tava dormindo ainda, gatinha? 
- Tava...Que horas são?
- Já são duas da tarde!
- Nossa! Dormi demais! - Ri.
 - Você só faz isso ultimamente, amor! - Ele riu. 
- Besta!
- Olha no meu instagram, o que eu acabei de postar.
- O que?
- Olha que depois eu te ligo, muié! Vai almoçar também!
- Pode deixar, amor! - Me despedi dele e fiz o que tinha pedido.
Luan tinha acabo de anunciar sobre a minha gravidez, o que não assustou ninguém.
As pessoas nos cobravam um filho desde que completamos um mês de casados.

( 3 meses depois )

Encontrei com Luan, que estava chegando de uma agenda lotada de shows, em frente à clínica da minha ginecologista. Nós descobríamos naquele dia o sexo do nosso bebê.
A fecilidade não cabia em mim e Luan estava tão animado que até me assustava um pouco, até quando ele descobriu minha gravidez não tinha ficado tão feliz. Acho que finalmente a ficha tinha caído.
- Sabe o que eu tava pensando? - Esperávamos a hora de entrarmos. 
- O que? - Luan deixou de mexer no celular para me olhar.
- Que a gente podia falar o sexo pra todo mundo, só mais tarde. Em um tipo de chá de revelação.
- Quer esconder de todo mundo?
- Matar todo mundo de curiosidade. - Ri.
- Até a nossa familía? - Assenti. - As mulheres vão morrer! - Rimos.
E assim foi feito, fiz a ultra, escutamos o coração. Me emocionei tanto, até chorei.
Foi difícil mas decidimos levar a minha ideia adiante.
- Eu não acredito que você vai fazer isso comigo, cunhada! - Bruna me fazia ri.
- Só daqui a três meses que vocês vão saber.
- Que maldade! Eu juro que não conto pra ninguém! - Neguei.
- (risos) Vai passar rapidinho!
- Poxa! Posso ajudar no chá, pelo menos?
- Deve!
- Pelo menos isso...
- Exagerada! Vai ser mais legal.
- Isso é verdade! - Ela riu.
No outro mês já começamos os preparativos. Minha barriga já estava imensa, o que assustava todo mundo. A minha animação com tudo aquilo era nítida. Acho que até exagerei um pouco, parecia mais uma festa de um aninho. Luan vivia dizendo, me fazendo ri.
E estava difícil fazer o Luan guardar segredo por tanto tempo, já estava louco pra sair dizendo pra todo mundo.
Depois de alguns dias a imprensa divulgou uma foto minha e do Luan entrando na clínica de inseminação e aquilo causou na internet, já estava em todos sites e programas de TV. 
Eu não estava nenhum pouco preocupada com aquilo.
Luan me ligou de noite, no camarim de um show, preocupado se eu estaria mal pelas coisas que estavam falando.
- Amor, relaxa! Pode falar tudo!
- Tem certeza?
- Claro que sim! Pra que esconder isso? Não é vergonha nenhuma!
- Eu sei mas vão perguntar o por que e...Não quero dar detalhes da nossa intimidade. Expor você!
- Você não vai me expor! Pode contar tudo, amor! - Ri e ele pareceu mais aliviado.
No outro dia aquela entrevista já estava em todo lugar.
"Luan Santana revela que sua mulher engravidou sim por meio de inseminação!"
As fãs se assustaram com a revelação e até achavam que a entrevista era falsa, me fazendo ri.
Entrei na minha rede social e resolvi reforçar o que Luan tinha dito, para mostrar também que aquilo não me incomodava nenhum pouco. Na verdade, nunca me incomodou.
"Gente, eu engravidei sim por meio de inseminação!"
" Já sofri um aborto de um ex namorado e tenho dificuldades para ter filhos"
" Não me envergonho de falar, pelo contrário! Estava doida pra ser mãe e tô super feliz! O Luan não é diferente!"
Quatro meses se passaram voando, minha barriga não parava de crescer. Já com sete meses de gestação eu já sentia dores nos pés.
Naquele dia seria nosso chá de revelação, no outro dia viajaríamos para os Estados Unidos, a pedido meu mesmo. Só ficaríamos três dias, mas eu estava muito animada. 
Tinha ficado tudo lindo, metade azul e metade rosa. Tinha dado trabalho organizar e comprar tudo em dobro, mas tinha valido a pena. Eu cortaria o bolo, metade azul, metade rosa para revelar o sexo do bebê. Tinha ficado diferente, super bonito. Tirei uma foto e logo postei.


É hoje! Menino ou menina ? :x

A festa foi na nossa casa mesmo, para todos. Não tinha só mulher, o Luan chamou bastante amigos. 
Fui tomar meu banho para finalmente começarmos tudo.



" Consegui escrever hoje, vou fazer de tudo pra postar outro essa semana. Bjs!"


sexta-feira, 3 de julho de 2015

Capítulo 93


Amores, o capítulo ficou pequeno mas foi um dos mais especiais da fanfic.
Eu resolvi apostar em algo diferente e tô com um pouco de medo de não gostarem porque o diferente sempre assusta. Mas eu espero do fundo do meu coração que curtam. Ah eu disse que tudo que faço tem uma finalidade, agora sabem porque da gravidez no meio da fic. Tá na reta final! Bjs!




Entrei no quarto e me joguei na cama chorando. Era tudo o que eu mais queria no momento, ser mãe, e parecia uma coisa quase impossível no momento.
Ouvi a porta do quarto abrindo, depois de alguns minutos e continuei com meu rosto virado para o outro lado.
- Amor! - Escutei a voz do Luan, mas continuei calada. - Me escuta, vai... - Suspirei e me virei para olhá-lo. Ele se sentou do meu lado na cama.
- Fala.
- Você tava chorando? Não chora, vai!
- Não tem como...
- Olha, eu pensei bem, pensei muito bem e se é isso que você quer, eu vou fazer o que posso, mesmo achando que ainda deveríamos tentar do modo tradicional.
- Luan, eu também entendo seu lado. Eu também queria engravidar da maneira tradicional, mas não posso... - Voltei a chorar e desviei meu olhar do seu. - Eu não quero ficar tentado, enquanto eu posso ter esse bebê mais rápido. Eu quero ser mãe logo e não ficar sofrendo por não conseguir engravidar, ou não conseguir segurar o bebê. Isso é muito importante pra mim, amor. Eu quero muito esse filho e você? - Voltei a olhá-lo e dessa vez ele me olhava com um olhar mais compreensivo.
- É claro que eu quero, meu amor! Me desculpa ser tão idiota e insensível com você. A gente vai ter o nosso bebê, tá? Não importa a forma, mas vamos ter. - Ele sorriu e me puxou para um abraço que me deixou bem mais aliviada. Meu coração pulava de alegria.
- Obrigada por entender, amor! Quando marcaremos outra consulta? - Luan riu da minha pressa e me puxou para um beijo. 

Foi a partir daí que minha vida se resolveu de vez e eu me sentia plenamente feliz. Eu teria meu filho.
Voltamos na outra semana no consultório da doutora Dora, que ficou feliz com a nossa decisão.
Quando saímos do consultório já fomos comprar os remédios que eu deveria tomar por dez dias. O tratamento já tinha começado e meu coração era só felicidade.
Durante aqueles dez dias, eu tive que ir fazer um ultra-som, tudo muito bem acompanhado pela doutora, que estava sendo um amor comigo.
Luan só foi o primeiro dia e ficou chateado com isso, ele estava preocupado e queria me acompanhar em tudo, mas como não era possível, ligava todos os dias pra saber se sua mãe ou sua irmã tinham ido comigo. Minha mãe também ia em seus dias de folga.
Nós dois fizemos um série de exames também, antes dele voltar a viajar, para ver se tínhamos algum tipo de doença e deu tudo certo.
No começo, confesso que a nossa família ficou com pouco assustada com a ideia, mas depois que expliquei tudo, todo mundo nos apoiou.
No décimo dia, a doutora me passou outro medicamento para introduzir a ruptura dos folículos para a liberação dos óvulos. 
Continuei indo todos os dias me consultar, até que fizemos uma ultrassom que decidiu tudo. 
Naquele dia a doutora marcou o dia e a hora da minha inseminação. Eu não me cabia de alegria.
Depois de um mês só de tratamento, finalmente o dia tinha chegado. 
Tivemos que chegar mais cedo que o horário marcado, já que teriam que colher o sêmen do Luan, que estava tão nervoso quanto eu, ou até mais. 
Era uma experiência nova, mas confesso que não estava achando nada muito fora do normal, nem de outro mundo. 
Naquele hospital tinha tantas mulheres, todas diferentes uma das outras, mas com o mesmo sorriso no rosto, o mesmo sonho estando prestes a se realizar. Ali eu vi que não era a única com problema no mundo, como eu pensava.
O procedimento foi um sucesso e com um sorriso no rosto, Dora nos disse que era só esperar.
Nos indicou ficar sem relações sexuais por 16 dias, que seria quando eu faria um exame de gravidez.
Mas eu sempre soube. Desde que saí daquela sala que realizaram o procedimento, eu já me sentia grávida. Coração de mãe nunca se engana.
Foi assim que eu engravidei do meu primeiro bebê. Sim, no décimo sexto dia fui fazer o teste, que como eu previa, tinha dado positivo. 
Meu dia entrou em festa, minha vida entrou em festa. Eu tinha certeza de que finalmente realizaria meu sonho. 

- Amor, você tem noção? Estamos grávidos! - Fui atrás do Luan, que estava no nosso quarto trocando de roupa. 
Na nossa casa rolava um churrasco de comemoração e minha mãe e minha sogra faziam o almoço, enquanto os homens ficaram responsáveis pela carne na churrasqueira.
- Eu tô digerindo a ideia ainda! - Ele riu.
- (risos) To te achando tão caladinho. 
- Eu não tava preparado, amor. Confesso que rezei pra isso acontecer todos os dias, agora eu tô ...
- Bobo! - Completei rindo.
- Amor, é sério. Eu vou ser pai mesmo?
- Claro, amor! Eu não vejo a hora de ganhar.
- Você é muito ansiosa! - Ele riu.
- Não tem ideia de como eu tô feliz! E eu to sentindo que eu vou segurar o bebê. 
- É claro que vai, amor. Vamos ter esse filho! Eu tô muito feliz também! - Ri e lhe puxei para um abraço.
A carinha de bobo do Luan era impagável. Mas eu entendia ele, a minha ficha também não tinha caído direito.

Apesar de termos passado por vários procedimentos para termos nosso bebê, ele não seria diferente por isso, nem menos amado porque não foi feito do modo convencional.
Pelo contrário, ele tinha sido feito sim com amor e era o bebê mais esperado do mundo. 



" Me desculpem o tamanho do capítulo. Ontem n postei pq foi meu aniversário e eu sai, hoje tmb fiquei fora o dia td e cm eu já disse, to enrolada cm provas :/ tenham paciência cmg essa semana, mas os últimos capítulos vão sair ainda esse mês. Qnd eu tiver alguns escritos (pq o meu estoque já acabou rs) eu posto mais de um por dia. É isso! "


quarta-feira, 1 de julho de 2015

Capítulo 92





- Amor, ta decido eu vou no médico! - Acordei Luan dizendo, que me olhou zonzo.
- Hã? 
- Eu pensei a noite toda, mal dormi. Eu vou no médico ver o por que de eu não consegui engravidar.
- Amor, não se precipita! Espera mais um pouco, logo você engravida... - Ele se sentou.
- Não! Eu não quero! Já marquei e tinha uma vaga pra agora, já estou indo.
- Nathália...
- Eu juro pra você, que se eu não tiver nada eu vou deixar o tempo passar. Eu vou parar de paranóia.
- Jura? 
- Eu juro! 
- Tudo bem! Me dá dez minutos pra eu me arrumar?
- Você vai comigo?
- Eu nunca vou te deixar sozinha, amor. - Sorri e Luan selou nossos lábios antes de se levantar.
Confesso que fui os quarenta minutos, que levamos do condomínio ao hospital, por conta do trânsito, rezando para que eu não tivesse nenhum problema para engravidar e que a médica me dissesse que era só esperar para isso acontecer.
Esperamos dez minutos e a secretária já nos mandou entrar. Estava com medo e Luan pegou na minha mão me passando segurança.
- Calma! Sua mão está gelada, amor! - Ele sussurrou no meu ouvido e eu só assenti.
Cumprimentamos a doutora, que parecia bem simpática e começamos a consulta.
Fiz todos exames que ela pediu e me incomodei quando disse que ficariam prontos em uma semana. Eu não aguentaria sete dias de agonia. Luan percebeu.
- Doutora, não dá pra pedir com urgência? - Luan pediu e ela nos olhou assustada. - Eu vou falar a verdade pra senhora. Nathália anda muito nervosa com isso. Eu já falei, minha mãe, a mãe dela, minha irmã...Nada adianta. Acho que ela morre uma semana esperando esses exames.
- Nathália, isso não pode! Ás vezes pode até ser seu psicológico que não te deixa engravidar, porque quer muito, ou pode até ter uma gravidez psicológica. - Me assustei.
- É mais forte que eu doutora.
- Olha, eu vou pedir seus exames com urgência sim. Vocês têm o dia livre? - Assenti.
- Me dão uma hora?
- Sério? Claro! - Sorri.
Ficamos ali mesmo na clínica. Eu não conseguia nem conversar de tão nervosa.
Minha mãe ligou pro Luan, já que eu tinha esquecido meu celular em casa, brigou comigo por estar tão nervosa, mas não me importei.
Voltamos pro consultório assim que uma enfermeira foi nos chamar.
- O que eu tenho doutora?
- Nathália, olha você tem uma infecção uterina.
- E isso é grave? - Já começava a ficar nervosa.
- Olha, você pode sim engravidar e como eu imaginava, ainda não engravidou pelo uso prolongado de anticoncepcionais, mas na maiora das pessoas que tem essa infecções, acontece uma gravidez ectópica.
- Ectópica? - Luan perguntou confuso.
- Fora do lugar apropriado...
- E isso tem risco?
- Grandes riscos. Não vou mentir pra você, pouca gente leva até o fim. - Suspirei pesado.
- E agora? O que a gente pode fazer? - Luan começou a perguntar, nem isso eu queria mais fazer.
Na minha cabeça, eu não poderia ter filhos nunca e meu sonho de ser mãe, junto com o sonho de Luan de ser pai iria por água abaixo.
- De verdade? O caso dela já está bem avançado, dá sim pra tentarem naturalmente, mas pode demorar, pode sofrer um aborto espontâneo, eu indico uma inseminação artificial.
- Inseminação? - Falei pela primera vez.
- Não precisa ficar assustada, é normal hoje em dia. Eu acredito que assim sua gravidez vai adiante, pode não ir de primeira mas vai.
- Eu não sei...
- Não é nenhum bicho de sete cabeças, confiem em mim!
- Mas... O filho vai ser meu? - Luan perguntou um pouco confuso e a doutora riu. 
- É sim, Luan, fica tranquilo! A gente vai implantar nela o seu sêmen.
- Ah!
- Olha, eu vou passar pra vocês todo processo, vou escrever tudo e vocês pensem bem em casa. Pode perguntar sua mãe, Nathália. É quase cem por cento certo. - Assenti. Era uma velha conhecida da minha mãe.
- E por que isso agora, Doutora? Eu nunca tive problema nenhum...
- Já sofreu algum aborto? - Assenti. - Sabia. Isso tudo é consequência de um.
- Mas eu conheço pessoas que engravidaram depois disso.
- Nós somos diferentes, Nathália. Cada corpo é de um jeito.
- Eu fui a premiada!
- Você e mais milhares de mulheres e quase todas conseguiram seu objetivo. - Ela sorriu.
Fui pra casa pensando na possibilidade. Eu tinha me interessado pelo método e que mal tem? Era melhor uma coisa mais certa do que ficar anos tentando.
- O que você achou? - Luan me perguntou assim que chegamos em casa.
- Eu gostei da ideia...
- Tá falando sério?
- Tô, por que?
- Nathália, você vai engravidar através de uma clínica, poxa! E eu? Como eu fico? Com meu orgulho ferido por não poder engravidar minha própria mulher. Os médicos vão fazer isso por mim. 
- Luan, que pensamento idiota! O problema não é você, sou eu!
- A gente pode tentar. Ela disse que você pode engravidar.
- Tentar mais, Luan? Eu quero um filho logo e não perder anos tentando. Você ouviu também que quase ninguém segura a gravidez?
- Por que você não pode fazer parte da minoria?
- Eu desisto de conversar com você, Luan! Não vai entender nunca? Não é você que vai se sentir péssima por não poder ter um filho, você não vai sofrer com eu, se eu perder outro bebê, não é você que é o problema! É o meu sonho e você só quer saber do seu orgulho idiota! - Subi as escadas chorando
Minha única chance de ser mãe e meu marido não queria fazer o procedimento por causa de um machismo completamente idiota.






segunda-feira, 29 de junho de 2015

Capítulo 91


         ...


Acordei e Nathália ainda dormia em meu peito. Cansamos tanto, que pegamos no sono rápido, sem trocar uma palavra um com o outro, sorte que o show daquele dia era bem tarde. 
Peguei seu celular do meu lado pra ver as horas, mas não resisti e fui ver de novo a foto que tinha tirado mais cedo. Tão linda.
Passei pro meu celular e resolvi postar, como uma prova pra ela que eu controlaria mais meu ciúmes.


Minha princesa!

A noite ela foi comigo pro show, linda como sempre e se assustou quando um repórter lhe questionou do ensaio. Depois lhe contei que eu havia postado a foto e provavelmente a revista também.
- Você postou? - Ela riu.
- Postei, amor! O que é bonito é pra ser mostrado! - Lhe abracei.
- Quem é esse Luan? Devolve meu marido! - Gargalhei.
- Boba! - O show não demorou muito pra começar e minha mulher o assistiu do lado do palco, bem pertinho de mim.
De noite, quando acabamos de nos amar pela segunda vez no dia, ficamos conversando e eu soltei um pouco sem querer o que pensava.
- A gente não tá se protegendo mais, né? - Ela negou. - Você podia engravidar!
- Você quer um filho agora?
- Me deu uma vontade... - Ri.
- Mas pensa, amor. Filho agora vai ser tão trabalhoso, se tivéssemos filho eu não poderia estar aqui.
- Quem disse? Ele iria estar junto ou ficaria com a minha mãe.
- (risos) Você quer isso mesmo, não é?
- Você não quer ser mãe?
- Eu... - Ela suspirou.
- Me desculpa tá te pressionando. Eu tinha me esquecido.
- Amor, não pede desculpas. Eu que to sendo uma boba por estar louca por ser mãe de um filho seu, mas está morrendo de medo.
- Não precisa ter medo! Eu tô aqui com você. Mas você quer mesmo?
- Agora eu quero... Já casei, to trabalhando direitinho, tô com o homem da minha vida! - Ri e beijei seus lábios de leve.
- Eu também quero muito ter um filho com a mulher da minha vida! - Ela sorriu e me puxou para um beijo.

( 4 meses depois )

Passou quatro meses depois que fiz um simples pedido, no meu ponto de vista, para Nathália.
Que eu queria ser pai. O que eu pensei que ela até esqueceria, virou uma meta para nós dois que estávamos mesmo empolgados com a idéia de um bebê. Nathália, principalmente o que me deixou feliz já que ela tinha muito medo de engravidar de novo e aquilo tinha passado.
Depois de meses tentando, ainda não tinha nenhum sinal de nada.
Cheguei de viagem e Nathália via TV deitada no sofá. Suspirei quando vi sua carinha.
- Amor! - Ela me olhou sorrindo, mas nem se levantou.
Fui até ela e lhe abracei, antes de beijá-la.
- Como foi de viagem?
- Foi tudo bem! Por que ta com essa carinha?
- To normal...
- Amor, você sabe que não me engana. - Ela suspirou.
- Minha menstruação desceu de novo.
- Meu amor, eu já te disse que ta muito cedo. Calma!
- Eu queria engravidar... - Ela resmungou e eu puxei sua cabeça para o meu colo.
- A gente vai ter um bebezinho, confia em mim!
- Já se passaram quatro meses.
- Acabamos de nos casar. Temos a vida toda pela frente! - Sorri, tentando passar segurança pra ela, que me acompanhou.
Ela vivia com a carinha triste, o que me dava uma dó imensa, mas tudo que eu podia fazer eu fazia.
Fomos almoçar na casa da minha mãe naquele dia a pedido meu, para ver se Nathália se animava um pouco.
          ...
 Depois do almoço, me sentei com Bruna e a Bia na varanda de sua casa, enquanto Luan matava a saudade de seus pais. 
Contei pra ela toda frustração que eu estava passando no meu desejo de ser mãe.
- Calma, amiga!
- O que o Luan mais me fala. Mas já se passaram quatro meses!
- É pouco! Acabaram de se casar, você mesma me disse uma vez que toma anticoncepcional desde adolescente. Isso pode demorar um pouco!
- Eu sei, minha mãe já me disse! - Suspirei.
- Vai dar tudo certo...
- Deus te ouça!
- Você vai ver. Já já a Biazinha vai ganhar um priminho e deixar de ser neta única. - Ri dela, que fazia voz de criança.
- Ela nunca vai perder o trono. Tô com medo!
- Não pensa em coisas ruins. Você vai engravidar! - Por mais que todo mundo me falasse isso várias vezes, eu ainda sim não me sentia segura.
- Quando eu não queria...
- Para, Nathália! Para de lembrar disso. Lembra no agora, no bebê que vai ser filho do homem que você ama! Esquece o passado!



quinta-feira, 25 de junho de 2015

Capítulo 90





Cumpri o que eu tinha prometido pra mim mesma e dei um gelo no Luan o resto da nossa viagem.
Voltamos pra casa na quarta-feira de tarde e de noite Luan teria que viajar para cidade do seu show.
- Amor, eu já te pedi desculpa! Me perdoa, vai! - Ele disse assim que desceu com sua mala.
A van já lhe esperava do lado de fora.
- E eu já te desculpei. 
- Não desculpou! Me perdoa, eu sou esse bobo ciumento mesmo.
- Eu já te disse pra confiar em mim.
- Poxa, Nathália, quando você tinha seus ataques de ciúmes lá no começo eu tinha que compreender...
- Mas não compreendia. - Lhe interrompi cruzando os braços.
- Mas você sabe como é ruim isso, deveria sim me entender.
- Ah, ta bom, Luan! - Bufei.
- Eu já vou...
- Tchau! - Confesso que fiquei com pena da carinha que ele fez, mas eu estava com raiva dele.
- É assim, não é? - Não disse nada e ele suspirou. - Tchau!  Começou a andar em direção a porta e quando tocou na maçaneta lhe chamei.
- Luan!
- O que? - Ele se virou para me olhar e eu me aproximei.
Segurei seu rosto e dei um selinho demorado em seus lábios.
Mesmo com toda raiva do mundo eu nunca conseguiria deixar de me despedir direito dele.
Luan sorriu de lado e finalmente saiu.
A minha semana passou lenta e tediosa, só o trabalho me distraia, por esse motivo fui trabalhar no sábado, o que eu tinha cortado dos meus planos. Mas eu estava com bastante trabalho e decidi adiantar também, além do mais a Bruna tinha viajado com meu irmão e a Bia, me deixando mais no tédio ainda.
- Nathália, chegou isso pra você! - Agradeci minha secretária e peguei uma carta da sua mão.
Me sentei para ler e me surpreendi.
Era um convite de uma resvita para que eu tirasse algumas fotos para eles, nada demais. Em baixo tinha um telefone e mandava eu ligar dando minha resposta. Liguei na hora.
- Oi, aqui é a Nathália.
- Ah, claro! Enviamos uma carta pra você ontem.
- Eu só recebi hoje, me desculpe!
- Tudo bem! E aí? Vai aceitar? - O homem com a voz mais afeminada falava.
- Ah, não...Me desculpe mas não sou modelo.
- (risos) Nós sabemos, menina, mas queremos você na nossa capa de aniversário. É muito linda e te transformaremos em uma modelo em dez minutos.
- Obrigada mesmo, mas acho que não... - Ri sem jeito.
- Olha, te dou até amanhã pra decidir, conversar com seu marido, com a assessoria dele.
- Tudo bem! - Me despedi dele.
Fiquei pensando nessa proposta o dia todo. Liguei pra minha cunhada e Lorena, que me insentivaram a fazer as fotos. Estava começando a gostar da ideia.
Não falei nada com Luan, era de certo ele impacar minha vida. Decidi tirar as tal fotos e depois eu lhe falava, não iria atrapalhar em nada sua carreira.
Liguei confirmando tudo e eles marcaram no outro dia mesmo pra eu ir lá acertar tudo e tirar as fotos.
Não eram muitas. 
Me mandaram o contrato por email e no mesmo instante mandei pro do meu pai que me respondeu em uma hora, dizendo que eu poderia assinar tranquilamente.
No outro dia eu viajei pro Rio de Janeiro, onde era a empresa, com as passagens paga por eles mesmo.
Um carro me pegou no aeroporto e me levou até o hotel. O moço que falava comigo pelo telefone se apresentou como Júlio e disse que em duas horas voltaria para me buscar e começar a sessão de fotos.
- Aqui estão seus biquinis. Novinhos e vai poder ficar com tudo. - Ele me entregou uma bolsa.
- Biquini?
- É...Você não leu o contrato? - Suspirei.
- Hãn...Tudo bem! - Sorri fraco pra ele que se despediu de mim e foi embora. - Vou matar meu pai. - Sussurrei e ri em seguida.
Liguei pro meu pai, que riu de mim e disse que não viu nada demais nisso e que pensou que eu já sabia. Me repreendeu quando eu disse que Luan não sabia. 
Estava saindo do meu quarto, porque mandaram eu descer pra sairmos quando dei de cara com Luan.
- Nathália?
- Oi...Luan! 
- O que você ta fazendo aqui?
- Olha, eu juro que vou te explicar mas...
- Eu já sei! - Ele bufou.
- Sabe?
- Me pararam ali em baixo e me disseram que minha mulher estava descendo pras fotos. Eu não tava acreditando até te ver. - Suspirei. - Por que mentiu?
- Eu não menti! Só não quis te contar, você com esse ataque de ciúmes, Luan. Não ia concordar e eu quero.
- Não ia mesmo! - Ele resmungou. - Já assinou o contrato? - Assenti. - Vai me dizer que nem mostrou um advogado.
- Meu pai leu, tá?
- Menos mal...
- Tchau, Luan! - Ia saindo  quando ele segurou meu braço.
- Onde é essa sessão de fotos?
- Não sei...
- Eu vou junto!
- Melhor não!
- Por que? Vai me dizer que você vai ficar pelada, Nathália! - Ele me olhou irritado.
- São...de biquini.
- O que? Acho que eu não ouvi bem!
- Ouviu sim! Agora eu preciso ir.
- Mas não vai mesmo. 
- Para, Luan! Você já tá ficando doente.
- Quando era você...
- Ai, chega! Tudo é quando era eu. Acontece que na maioria das vezes eu guardava tudo pra mim porque sabia que a gente ia brigar, já você, parece que gosta de uma briga.
- Não fala bobagem! Eu odeio brigar com você!
- Então me deixa ir!
- Meu Deus, Nathália, você vai fazer eu infartar antes de ter filhos. - Ele soltou meu braço e eu ri.
Me levaram para uma praia linda ali no Rio. Com pouco movimento.
Tirei oito fotos e escolheria quatro pra sair na edição da revista. 
O fotógrafo simpático me mandou duas fotos que tinha tirado do seu celular. Todo mundo era bem legal. O Júlio me deu uma boa quantia em dinheiro, assim que chegamos no hotel e ainda me daria outra parte dali a dois dias. Era muito dinheiro, até me espantei.
Encontrei com Rober no corredor e perguntei qual era o quarto do Luan.
Depois de três batidas na porta ele me atendeu.
- Tava aonde, em? - Perguntei enquanto entrava.
- Tomando banho... - Seu cabelo estava um pouco molhado mesmo.
- Não quer saber como foi lá?
- Não!
- Para de besteira...Olha essa foto que o fotógrafo me mandou. Acho que vou postar. - Ele pegou o celular da minha mão pra olhar.
- Vai postar nada!
- Do que adianta? Vai sair em uma revista...
- Não me lembra disso, Nathália!
- Para, amor! - Coloquei a mão em seu ombro e ele tirou. - É assim? Então tá. Vou procurar quem me queira. - Dei meio passo e senti uma mão no meu braço. Ri.
- Para de brincar com isso, eu to chateado, pow!
- Porque você é bobo! Todo mundo vai olhar e só você vai tocar, à não ser que não queira.
- Você sempre me enfeitiça, sabia?
- (risos) Eu que deveria estar brava com você ainda. Ou pensa que já esqueci?
- Ah, não! - Ele se aproximou de mim. - Vamos parar de bobeira...
- Você tem que parar de bobeira!
- Eu prometo parar! - Sorri de lado e ele me puxou para um abraço. - Te amo! - Beijou meu pescoço.
- Eu que te amo, meu chato!
- To morrendo de saudades de você. - Luan me puxou para um beijo rápido e com muito desejo.
Começou a me apalpar com mais força e me prensou na parede. Ele passava suas mãos pelo meu cabelo, pescoço e seios. Apertava com gosto, me fazendo quase morre de desejo.
Eu também estava morta de saudades dele. 
Arranhava suas costas, já nuas. Desci minha mão direita até a samba canção que ele usava e a esquerda eu puxava de leve seus cabelos da nuca.
Ele tirou minha blusa e meu sutiã em um piscar de olhos e entrelaçou minhas pernas em sua cintura, depois que tirei a cueca dele. 
Só as mãos dele já me davam todo prazer, só ela sabia me dominar.
A cada dia que passava, a cada amor que fazíamos eu tinha mais certeza que não tinha como ficar sem ele. Ele foi feito pra mim e eu pra ele, mesmo depois de tantas brigas. 


terça-feira, 23 de junho de 2015

Capítulo 89




Na segunda-feira o pai do Luan teve a ideia dê viajarmos para o pantanal, já que tinha tempos que não iam lá pescar. Luan adorou a ideia, claro, e na terça-feira mesmo embarcamos. Eu Luan, meus sogros, Bruna, meu irmão e a Bia. Por conta da pequena decidiram não ficar em um barco hotel, ficaríamos em um hotel normal e pescaríamos todos os dias. Eu estava super ansiosa e animada com a ideia por nunca ter ido com eles. Nunca tinha pescado na vida, mas não tinha frescura e estava animada para a experiência nova. Só ficaríamos um dia, por Luan já ter show na quarta de noite.
Assim que chegamos no hotel já me encantei. Era bem simples, mas bem bonito. Com um cheirinho bom de natureza, definitivamente era uma paz aquele lugar. Não tinha muito movimento.
Subimos cada um para o seu quarto e combinamos de nos encontrar no restaurante do hotel em trinta minutos.
Tomei um banho junto com Luan e do banheiro mesmo ele já me levou pra cama. Nos amamos ali e quando olhei no relógio me assustei. Já tinha se passado quase uma hora.
- Olha o que você faz! - Falei enquanto me vestia e Luan ria.
- Só eu não, uai! Você também não resiste! - Revirei os olhos.
- Vai se vestir, criatura!
- Calma! - Ele se levantou rindo e beijou meu rosto.
Descemos para o hotel e encontrei eles na primeira mesa. Me envergonhei quando vi que já comiam a sobremesa.
- Demoraram! - Meu irmão me olhou e eu revirei os olhos.
- Oi, coisinha linda da titia! - Beijei as bochechas gordas da Bia, que me olhava com os olhinhos esbugalhados.
- Deixa eles, amor! Fase de lua de mel ainda. - Bruna riu, sendo acompanhada por todos.
- Lua de mel já passou, tomem vergonha!
- Cala a boca, Lorenzo! - Falei e Luan riu, enquando batia na cabeça do meu irmão.
Fomos pescar naquele dia mesmo, pra não perdermos tempo.
Bruna e meu irmão ficaram por causa da Bia.
Amei a experiência nova e pesquei cinco peixes enormes. 
Assim que voltamos pro hotel, no final da tarde, andei um pouquinho por ali com Luan e depoia fomos comer um doce, a pedido meu.
- Vontade de comer um doce! - Ri, assim que fizemos o pedido.
- Nossa, amor! Ta com desejo, é?
- Não tô grávida, Luan! - Ri.
- Falei nada! - O garçom levou nossos pedidos e nós comemos.
Quando estávamos indo para o nosso quarto, estava distraída rindo das besteiras que Luan falava, quando esbarrei em um homem.
- Me desculpa, moça! - Ele sorriu e eu retribui, como sinal de que estava tudo bem.
Continuei a andar e Luan olhava para trás, olhei para onde ele olhava e era para o homem que eu esbarrei, ele ainda me olhava e ficou sem graça com nosso olhar.
- O que foi? - Olhei pro meu marido, que agora me olhava.
- Nada! - Ele negou com a cabeça.
- Porque essa cara?
- É muito chato ser casado...
- O que? - Entrei no quarto indignada.
- Calma! Deixa eu terminar...É muito chato ser casado com uma mulher tão linda, tão cheirosa, tão educada, tão meiga, tão gostosa, tão tudo! - Eu ri enquanto ele suspirava.
- Não acredito que isso é ciúmes, amor! - Me sentei do seu lado. - Estamos casados, eu amo só você!
- Eu sei! Mas eu não suporto ninguém te olhando, te cobiçando...
- Que bobagem! Ninguém me cobiça. 
- Ah não! Você que não percebe!
- Agora ninguém pode me olhar, é? - Brinquei rindo.
- Homem não! Você é só minha! - Ele me olhou sério.
- Bobo! - Beijei sua bochecha e ele me puxou para um beijo apaixonado e marcante.
Ele não precisava provar que eu era só dele, eu sempre seria.
No outro dia, acordamos as quatro horas da manhã e fomos pescar. Apesar da preguiça de levantar, eu estava sem sono por ter ido dormir cedo e ver aquela vista logo de manhã, ver o sol nascer, compensou tudo.
Por coincidência o homem que tinha esbarrado em mim, era um dos empregados do barco que nos acompanhou naquela manhã. Ele pareceu me conhecer e sorriu pra mim, fiquei sem graça.
Aquilo foi o suficiente pro Luan ficar de cara virada a manhã inteira, mas não disse nada nem estava sendo grosso comigo, pelo contrário, não queria me soltar um minuto.
Ficamos ali até a hora do almoço e nos encontramos com Bruna e Lorenzo no restaurante, esperando por nós. 
Almoçamos e mais uma vez, não se ouvia a voz do Luan nem suas brincadeiras, mas ninguém perguntou nada, deixando ele quieto.
- Luan, para com isso! - Disse assim que entramos no quarto. - Todo mundo tá percebendo essa sua cara!
- É a única que eu tenho. - Ele se deitou na cama. 
- Seu grosso! Poxa, viemos aqui pra relaxar!
- Eu não consigo com esse cara no seu pé!
- Não tem ninguém no meu pé. Isso é coisa da sua cabeça. 
- Você sabe que não, Nathália! Esse cara é um atirado, ele ta vendo que você ta comigo e mesmo assim não para de sorrir um minuto.
- Ai, Luan! Não adianta falar nada com você mesmo. É um turrão! - Sai bufando até o banheiro.
Tomei um banho e sai do quarto sem falar com Luan que só me olhou.
Encontrei meu irmão no corredor com a Bia.
- Você caiu do céu!
- Por que?
- Tava indo até o seu quarto, mas tava com medo de atrapalhar você e o Luan.
- Aconteceu alguam coisa?
- Não. Só queria que ficasse com a Bia.
- Por que? - Meu irmão riu sem graça e eu entendi tudo. - (risos) Eu fico com ela, vai aproveitar que deve ter tempo que isso não acontece. - Peguei minha sobrinha.
- Idiota! - Ele revirou os olhos.
Fui passear com a minha bonequinha e novamente encontrei o motivo da cara fechada do Luan. Até eu comecei a me irritar, parecia perseguição. 
- Sua filha? Que linda! - Puxou papo mas eu não dei muita bola.
- Minha sobrinha...Obrigada! Tenho que ir! - Acenei pra ele e me levantei.
Dei de cara com Luan na porta do elevador.
- Eu falei que esse cara não sai do seu pé!
- E você viu que eu não dei bola pra ele. - Luan se calou. - Para de coisa! Por que não foi lá? Eu te apresentaria como meu marido. - Ele continuou quieto e fomos assim até o nosso andar.
- Por que tá com a Bia? - Ele perguntou pegando ela do meu colo, assim que chegamos no quarto.
- Os pais dela precisam se diatrair. - Ri fraco e Luan revirou os olhos.
- Desculpa, vai?
- Você sabe que foi um idiota, não é?
- Eu sei...Eu sempre sou.
 - Não adianta! Essa cara de coitado, não me convence! 
- Amor...
- Eu to chateada com essa sua insegurança, nem parece que confia em mim. - Fui para o banheiro.
Daria um gelo no Luan, ele tinha que aprender a confiar mais em mim.

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Capítulo 88







Chegamos de Las Vegas e de longe eu avistei meu pai, encostado em seu carro.
- Pensei que o seu Amarildo que viria, pai! - Disse, após abraçá-lo.
- E viria, mas como eu estou de folga, eles nos convidaram pra almoçar lá e o pai do Luan teve um imprevisto no escritório e eu vim. - Ele falou logo após cumprimentar Luan.
- Algo grave? - Meu marido perguntou, mas meu pai negou.
- E como foi a viagem de vocês? - Meu pai nos perguntou assim que entramos no carro.
Fomos conversando sobre a nossa viagem até a casa do Luan, aliás, eu era a que mais falava.
Quando chegamos, cumprimentamos todos, inclusive Lorena e o Dan que estavam lá e fui logo procurar minha bebezinha. Era meu xodozinho.
- Gente, parece que eu passei um ano longe dessa menina. Como você cresceu, Bia! - Falei, enquanto Bruna ria. 
- A mamãe tem fermento no leite. - Ela brincou.
- Daqui a pouco já tá falando, andando, dando trabalho... - Luan disse e meu irmão fez careta.
- Por isso eu queria filho homem! - Rimos dele.
- Amiga, a gente marcou o batizado da Bia pra daqui duas semanas. 
- Sério, Bru? Nem me avisou...
- Não queria atrapalhar. - Ela me olhou travessa e eu ri com vergonha.
- Falar nisso, eu quero saber se já deixaram encomendado um priminho pra Bia. - Lorena disse.
- Ainda tá muito cedo, Lo...
- Não mesmo! - Minha mãe me interrompeu e eu revirei os olhos.
A Bia dormiu e nós fomos almoçar. Aquele dia rendeu, conversamos tanto. 
Depois chegou mais alguns amigos do Luan e os homens conversaram separado das mulheres.
Contei detalhes, ou quase todos, pra minha cunhada e pra minha amiga, de como tinha sido perfeita minha lua de mel. 
No final da tarde Luan me chamou para ir embora. Seria a hora de conhecer minha casa.
Ele fez questão de comprar e escolher cada detalhe sozinho e eu deixei. Lógico que dei alguns pitacos e se quisesse poderia trocar algumas coisas, mas estava ansiosa pra ver, já que não tinha nem ideia de como seria nossa casa.
Nos despedimos de todos, que já deixaram marcada uma visita em nossa casa nova. 
Luan pegou seu último carro que restava na garagem da casa dos seus pais. Ele dizia que os outros já estavam em nossa casa e aquele tinha ficado de propósito. Até o meu já estava lá.
Paramos em frente se uma enorme casa branca, com um jardim lindo na frente, uma garagem que parecia imensa do lado. As portas e janelas eram grandes e lindas. Tinha dois andares e uma sacada no segundo, que paria ser de algum quarto. Simplesmente uma casa perfeita.
Depois de conhecer a parte de baixo da casa e me encantar com a piscina linda e enorme, fomos para os quartos em cima.
- Esse daqui está fazio e em branco, porque pensei que podia ser pro nosso futuro bebê. - Luan apontava para a primeira porta do lado direito. 
- É gigante! - Ri.
- E ainda tem um banheirinho....
- Perfeito! - Entrei no pequeno banheiro, que era a única coisa mobilhasa no quarto.
Tinha um arzinho de criança mesmo.
Saímos dali e seguimos para mais três quartos, dois ainda do lado direito e um no esquerdo. Também tinha um banheiro separado naquele corredor.
- Sabe como é, família grande! - Luan coçou a nuca, me fazendo ri. 
E finalmente, entramos no nosso quarto. O primeiro do lado esquerdo. Bem de frente pro quarto vazio. Luan pensou em tudo.
- Que sonho esse quarto! - Disse enquanto abria a enorme porta de vidro da sacada.
- Eu achei que ficou a nossa cara!
- E ficou mesmo, amor.
- Vai lá ver seu closet. - Olhei pra ele arregalada, que riu.
- Mentira...
- É verdade! Eu sabia que amaria. - Corri até a enorme porta branca de correr e entrei em outra casa praticamente.
- Já tá tudo arrumadinho! - Ri.
- Só falta a roupa que levamos na mala.
- E suas roupas?
- Closet separado!
- Sério?
- Eu sei que você ocupa muito espaço. - Luan revirou os olhos, me fazendo ri.
Eu tinha amado tanto aquela casa, não só por ela ser puro luxo, mas por morar ali com ele.
Lógico que eu sempre sonhava em morar em uma casa linda, era meu sonho aquele closet imenso, com penteadeira lotada de maquiagens, mas acima de tudo, era meu sonho morar com ele, independentemente do lugar.

(...)

Era batizado da Bia e eu me arrumava junto com o Luan. Nós seríamos os padrinhos.
Fomos em um carro com ela, Bruna e meu irmão, para a igreja, que estava incrivelmente linda. A mesma que eu casei.
Minha vida de casada estava se saindo melhor que pensei. Luan tinha voltado a fazer seus shows adoidadamente e eu a trabalhar. Ele voltava para casa no domingo e viajava na quarta e mesmo não sendo tão ruim assim, ele me prometeu diminuir mais. Estava se saindo um marido incrível e eu descobri que é bem melhor matar a saudade, de quando ele chega, na nossa casa, só nós dois. Era diferente de estar na casa dos pais dele ou na dos meus.
Batizamos a Bia, em uma cerimônia linda e depois fomos para casa dos meus sogros, onde seria a festinha de comemoração.
Ficamos ali até às onze da noite e nos despedimos de todos. Eu estava morta de sono.
Luan tomou um banho comigo, depois de muito insistência.
Nos deitamos na cama e ele começou a me beijar.
- Para, amor! Tô com sono!
- Larga de ser fraca, amor! - Ele beijava meu pescoço enquanto eu tentava me esquivar. - Olha, vou dizer pra todo mundo que você mal casou e tá me negando! - Gargalhei.
- Idiota! Você que tem um fogo fora do normal.
- Que bom, amor! Agradeça por isso!
- Tá, agora deixa eu dormir.
- Não... - Ele voltou a me beijar.
- Amor! - Tentei empurrá-lo.
- Vou tirar uma foto e postar dizendo, em! - Ele pegou o celular e eu ri.
- Fala! - Dei de ombros e vi ele colocando na câmera do celular.
Virei o rosto e escutei o barulhinho da foto.
- Agora! - Ele saiu de cima de mim rindo.
- Palhaço! - Me ajeitei na cama.
- Foi! - Revirei os olhos.
- Se você postou isso... - Ele me mostrou a foto postada e eu corri pra pegar meu celular.- Idiota! - Ri dele.


Meu amooor! Te amo, minha loira chata! ♥

- Até parece que eu ia falar, amor!
 -Você é doido, espero tudo!
- Nunca! Ninguém precisa saber disso. - Ele se deitou rindo, do meu lado. - Amor! - Ele me abraçou.
- Que tal a gente dormir de conchinha, em? Prometo que amanhã te recompenso. - Beijei seu pescoço e me virei de costas para ele.
- Já que é assim...Eu vou amar dormir agarradinho com você também. - Sorri e senti um beijo na minha bochecha.